Trabalhando desde 2012 em carreira solo – em paralelo aos projetos e tours do Capital Inicial – Dinho Ouro Preto volta a lançar um projeto sem os parceiros de banda. Em “Roque em Rôu”, em fase de promoção, o artista faz um tributo ao rock nacional – no álbum de 2012, “BlackHeart”, Dinho prestou homenagem aos astros internacionais do gênero. O primeiro EP do projeto sai com três faixas: “Tarde de Outubro” (sucesso do CPM22), “Rolam as Pedras” (Kiko Zambianchi) e “Saideira” (Skank).

“O Capital se apresenta sem parar há décadas. Também lança discos sem parar – de dois em dois anos saímos com novo projeto. No entanto, estamos tirando férias cada vez mais longas. Lançamos o ‘Sonora’, último disco da banda, no final do ano passado, portanto acho que só vamos nos envolver com um outro disco daqui a um tempo. A consequência desse hiato nas gravações do Capital e da diminuição no número de shows, me deu a oportunidade de lançar esse projeto”, explica o cantor.

“O álbum digital ‘Roque em Rôu’ nasceu da forma mais despretensiosa possível. Num primeiro momento, a ideia era fazer shows tocando só rock brasileiro. Fazia sentido para mim, afinal minha vida adulta inteira, e boa parte da minha adolescência, foi dedicada a esse nicho especifico da nossa música. Quando éramos ainda garotos em Brasília queríamos ouvir rock na nossa língua, falando sobre nossas vidas e nosso pais. Nós não percebíamos o som que produzíamos como algo estranho ao Brasil. Nós achávamos, e eu continuo achando, que não se pode falar da música popular brasileira sem falar do nosso rock”, continua.

Segundo ele, celebrar esse som nacional roqueiro era algo simultaneamente importante e divertido. “O que inicialmente era só um show que fazíamos ocasionalmente foi tomando uma proporção maior. Comecei a ser cada vez mais procurado. Passei a me apresentar com cada vez mais frequência. E o resultado, o show, era sempre mais intenso do que eu antecipava. Vivi uma surpresa atrás da outra pelo pais inteiro”, explica ele, que se apresenta na companhia de Fabiano Carelli (guitarra), Lourenço Monteiro (bateria), Gê Fonseca (teclados) e Mauro Berman (baixo).

O passo seguinte foi passar o que estava acontecendo nos palcos para um álbum.  “Escolhi três décadas – 70, 80 e 90. São doze artistas e bandas. Cada uma delas tem um forte elo emocional comigo. Escolher as músicas foi mais difícil do que parece. O que incluir? É inevitável que muita coisa fique de fora. No disco anterior, ‘BlackHeart’, eu parti de um outro conceito, pois todas as músicas eram de amor. Dessa vez, procurei fazer um passeio no tempo. Um pequeno tributo ao rock brasileiro. Começo nos anos 70 e venho até o século XXI. Dentro desses limites, em última análise, escolhi músicas que gosto de ouvir!”, afirma Dinho.

Assista ao clipe de “Rolam as Pedras”, com Dinho Ouro Preto e ouça na programação da Jovem Hits:

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