Em entrevista ao programa Clube Jovem Hits, o advogado e ex-promotor de justiça, Rodrigo de Oliveira Vieira, contou que na tarde desta quarta-feira (12), foi contatado por um cliente que precisava de seus serviços. Ao chegar ao local, constatou a presença da Brigada Militar e apresentou-se como sendo representante de uma das partes. Um dos policias disse que não era nada grave, apenas uma desavença comercial, quando apareceu um outro brigadiano dizendo tratar-se de lesões e cárcere privado. Rodrigo então teria argumentado que esta era uma versão de uma das partes e sugeriu que se ouvisse a outra. O policial teria perguntado: “quem o sr. é? E ele teria respondido: “sou o advogado”. “Grande coisa” disse o brigadiano. E Rodrigo respondeu: “grande coisa o sr”. O policial mandou o advogado se retirar do local, e ele disse que não, pois estava no exercício da sua profissão e além disso, também estava em via pública. Foi quando o policial lhe deu voz de prisão. Quatro brigadianos o imobilizaram, o algemaram, enquanto uma policial feminina apontava uma pistola para Rodrigo. Já na Delegacia de Polícia, haviam pelo menos 12 policiais em sua volta.

Pulsos marcados pelas algemas. O advogado foi empurrado contra o carro. E bateu queixo e peito.

Conduzido à UPA para exame de corpo de delito, nem sequer foi atendido pelo médico e prontamente recebeu um laudo afirmando que não haviam lesões. Ao questionar que não fora atendido, a enfermeira disse que “quando a Brigada chega aqui com alguém, esta é a praxe”. O advogado insistiu para ser examinado e o médico disse que não precisava sequer tirar a roupa. Rodrigo então mostrou as lesões e a calça rasgada.

Calça rasgada na hora da imobilização. E braços torcidos.

Na entrevista disse que se sentiu como um bandido e que em nenhum momento usou palavras de baixo calão com os brigadianos, e que foi vítima de abuso de autoridade. Falou também que continua respeitando a instituição Brigada Militar, mas que este tipo de atitude precisa ser punida com rigor.

Rodrigo de Oliveira Vieira foi Promotor de Justiça durante 16 anos e atuou em 401 júris. Só em Uruguaiana foram 250 casos. Ele pediu exoneração do cargo e decidiu atuar com advogado.

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